sábado, 16 de fevereiro de 2013

Qual é seu tesouro?


Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6.21

Desde muito pequenos somos acostumados a valorizar o que achamos importante para nossa felicidade: pais, irmãos, brinquedos, comidas favoritas, entre outras coisas. À medida que os anos passam nossos valores também mudam. Mas não perdemos o hábito de guardar coisas em nosso coração.

Nós, enquanto cristãos, temos um tesouro ainda maior do que todas as riquezas do mundo juntas. E esse tesouro é tão especial que, por mais que partilhemos, nunca nos faltará porção dele em nossa vida. Termos Jesus no coração é algo maravilhoso demais para ficarmos de boca fechada e presos ao nosso medo.

O Senhor tem cuidado de nós. E, por conta disso, Ele quer ser reconhecido por Seus filhos. Não somos ensinados a agir com ingratidão.

Falar de Jesus é tão simples que muitas vezes inventamos desculpas para não fazê-lo, desde o ambiente até a roupa que a pessoa está usando. Em nosso coração não pode haver restrições para falar do amor de Deus.

Precisamos arrancar de nossa mente o “achismo” de que pregar o Evangelho é só para algumas pessoas. Jesus falou que é missão de todos (Marcos 16.15-16). Não estamos falando de qualquer coisa, mas sim da oportunidade de salvação para aqueles que amamos.

Se a boca fala daquilo que está cheio o coração (Lucas 6.45), não há motivo para deixar de falar do amor de Deus por nós.

Não devemos nos importar com as “consequências” da evangelização. A pessoa que ouvi-la criará expectativas quanto a Deus, e quem irá supri-las é o próprio Senhor. O que importa é que já teremos feito a nossa parte em levar a Palavra a outros.

O tesouro que nós temos deve ser dividido. O amor que recebemos do Alto não pode ficar retido em nós.

A luz desse tesouro precisa brilhar. Então abra seu coração para que mais pessoas sejam transformadas pelo amor de Jesus.

Por Diego Cesar

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A resistência pela fé


Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Hebreus 11.1

Para falarmos de fé, é necessário que haja compreensão que ela é bem diferente das coisas que estamos habituados a lidar.

Em primeiro lugar, a fé não é um sentido. Diferente de nosso olfato, paladar, audição ou visão, a fé não nos engana. Ela é acompanhada sempre da plena convicção de que coisas vindas do coração de Deus irão suceder-se em nossas vidas. Quando nos privamos de algum sentido, conseguimos seguir adiante, ainda que com certas restrições. Mas sem fé, nós deixamos de viver e passamos a sobreviver, apenas.

Outro aspecto importante é que a fé não é um sentimento. Aspectos externos não podem influenciar o que temos diante de Deus. As circunstâncias negativas servem apenas para fortalecer a fé que há em nosso coração, e nunca o contrário. A fé é diferente da mera expectativa.

Ela também não é uma emoção. Nossa fé não deve se prender a outra pessoa que não seja o próprio Senhor. O que não pode ocorrer é vincular nossa fé ao que acontece na vida de terceiros. Não é porque alguém próximo de você é abençoado ou não que você passará alimentar a fé, ou o contrário disso. Ela deve ser constante em sua vida.

A fé está de mãos dadas com a certeza que o melhor de Deus ainda está por acontecer em nossas vidas.

Não ponha limites para aquilo que o Senhor deseja realizar em sua vida ou família.

Creia apenas. Não nos faltam exemplos de pessoas que foram transformadas pelo poder de Deus por entregarem a Ele a fé. Entre também nesta lista: seja uma pessoa de fé.

Por Diego Cesar

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Pagando mal com...


Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e Ele te livrará. Provérbios 20.22

Crescemos numa cultura em que a falta de perdão é incentivada e aplaudida. Quando nos tornamos cristãos – e isto é referente ao momento em que a pessoa dá-se conta do valor do sacrifício de Jesus por sua vida, e não pelo fato de nascer num lar crente – ainda somos instigados a praticar “justiça com as próprias mãos”. Ou você nunca ouviu numa rádio ou na própria igreja uma música que fala da vingança com “sabor de mel”?

Estar em Cristo nos proporciona uma mudança completa de mente. Nisto implica-se abandonar idéias que fazem parte do senso comum. Quando somos afrontados, a Bíblia não dá brecha para que retribuamos o mal com um outro mal. Pelo contrário, ela nos convida a fazer o diferente: conceder o perdão e praticar o bem.

Até que se torne parte de um hábito, essa conduta de “engolir sapos” dói bastante. Mas sem ela, dificilmente o caráter de Jesus será manifesto em nossas vidas. O apóstolo João nos lembra em uma de suas cartas que aquele que deseja ser chamado discípulo de Cristo deve andar assim como Ele andou (1 João 2.6).

A vingança pertence ao Senhor. E isto não quer dizer que Ele lançará uma chuva de enxofre sobre nossos pretensos inimigos. A vingança de Deus reflete em parte de Seu caráter: a justiça que provém dEle.

E é nesta justiça que o Senhor deseja que caminhemos. Sabendo esperar nEle para que cada promessa seja cumprida. Sem pressa, nem artimanhas. Apenas pela fé que temos em nosso Deus.

Por Diego Cesar  

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fortalecido na fé


Mas vós sois dEle, em Cristo Jesus, O qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. 1 Coríntios 1.30
O ser humano tem a necessidade de relacionar-se para que possa encontrar sentido em sua vida. Seja na família, nas amizades ou na área sentimental, a troca de experiências traz resultados diversos para a pessoa. Contudo, apenas um relacionamento tem o condão de transformar por completo a vida de um indivíduo: o conhecimento da Pessoa de Cristo.
Jesus, enquanto centro da fé da Igreja, é muito mais do que o Senhor dela. Ele aspira uma relação forte com cada membro, a ponto de termos a oportunidade de chamá-Lo de Amigo.
Diferente dos outros tipos de relacionamento humano, Cristo está sempre presente, aconselhando-nos através do Espírito Santo para que estejamos ligados à vontade do Pai. Outro aspecto importante é que torna-se impossível nos frustramos por conhecer Jesus. Quando nos deparamos verdadeiramente com Sua Pessoa, é impossível ficar indiferente aos resultados deste contato.
Pela fé em Cristo, tomamos ciência dos propósitos de Deus para nossa vida. Logo, não andamos mais perdidos nos desejos falhos que o coração humano carrega. Mas entendemos qual é a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor para nossa novidade de vida (Romanos 12.2).
Jesus mostra que a justiça de Deus não se faz conforme o entendimento humano (Isaías 55.8-9). Ele não executa Seu juízo de maneira parcial, já que Seus pensamentos são mais altos e melhores que os existentes em nosso interior.
É perceptível também a condição pecadora de cada um de nós quando estávamos afastados de Deus. A revelação da santidade do Senhor faz com que trabalhemos no propósito de ter esse atributo presente em nossas vidas constantemente, já que não é concebível ter um relacionamento com um Deus santo sem ter isso presente no próprio caráter.
Cristo vai além das expectativas que temos nos relacionamentos naturais. Além de Se fazer presente em toda nossa vida, Ele estende essa amizade pela eternidade através de Sua obra na cruz. Jesus morreu por nós para que tenhamos o privilégio de ter Sua companhia por todo sempre.
A obra de Jesus é maravilhosa. Ele não cansa de nos surpreender com Sua grandiosidade . A nós resta fazer valer esse relacionamento para que os seus frutos sejam colhidos, tanto nesta vida quanto na que está por vir.

Por Diego Cesar

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pastor entra em competição de MMA para ajudar a construir igreja

Um pastor evangélico da cidade de Valdosta, no estado americano da Geórgia, está treinando para lutar em sua primeira competição de MMA. Mas, aos 44 anos de idade, ele afirma não estar fazendo isso pelo título, mas por sua igreja.

O pastor Kelly Barcol vive em Valdosta há 10 anos, e na cidade começou uma congregação com apenas 5 pessoas. Sua igreja, Casa da Alegria, tem hoje 175 membros, e a única coisa que falta é construir seu próprio templo. Barcol vai lutar em uma competição de Mixed Martial Arts para ajudar a levantar o dinheiro. Todas as receitas da competição irão para a Casa da Alegria. 

Depois de quatro anos de preparo físico e meses de intenso treinamento, o pastor espera levar um bom resultado para a igreja, independente do resultado de sua luta.

- Eu me preocupo com ganhar ou perder, mas também, no fundo da minha mente eu estou pensando que se eu der o meu melhor e eu ainda perder, ainda é uma grande vitória para a igreja e para o Reino de Deus – disse Barcol, segundo a TV ABC.

A igreja comprou 11 hectares de terra e, com a competição, eles estão esperando para levantar entre 10.000 e 20.000 dólares para construir a igreja.

Fonte: Gospel +

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ora, bolas!

Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5.17



A oração é uma das mais importantes práticas da vida cristã. A Bíblia nos mostra que Jesus orava com bastante freqüência. Apesar das multidões, das tarefas e das pressões das pessoas, Ele nunca deixou de dedicar tempo para estar a sós com Deus.  

Jesus considerava a oração uma prática extremamente importante na Sua vida e ministério. Por isso, buscava Se retirar para lugares solitários a fim de orar. Seguindo o exemplo de Jesus, devemos nos dedicar à oração.  

É estranhamente interessante, mas algumas pessoas param de buscar Deus em oração por se acharem muito bem espiritualmente. Pensam que por já terem uma longa caminhada com Deus, por já serem crentes há bastante tempo, por já terem obtido várias respostas de oração, por já desenvolverem um ministério tão bem sucedido, por possuírem o reconhecimento de vários outros cristãos, pensam que não precisam mais dedicar tanto tempo para a oração a sós com Deus. Imaginam que não precisam separar um período de oração diária, pois pensam que a sua vida, as suas atividades e o seu trabalho em favor do Reino dos céus já são uma oração a Deus.

Contudo, Jesus não pensava como essas pessoas. Apesar de ser o Filho de Deus, completamente sem pecado, totalmente perfeito, dedicado ao ministério e cheio do Espírito Santo, Jesus separava um período no seu dia para se dedicar à oração. Ele não considerava que o desenvolvimento e o sucesso do Seu ministério o dispensavam de orar diariamente. Pelo contrário, Jesus, apesar de todas as suas qualificações “retirava-se para lugares solitários, e orava”. 

Tal atitude de Jesus tem muito a nos ensinar. Ele nos mostra que devemos nos dedicar à oração ainda que nos achemos bem espiritualmente. Não importa se estejamos nos sentindo fortes espiritualmente, nem se pessoas estão sendo curadas através de nossas vidas e nem se o nosso nome está se tornando conhecido das pessoas e dos demônios. Devemos separar períodos no nosso dia para entrarmos em uma comunhão íntima com Deus. Nós precisamos orar porque disso depende a nossa comunhão e relacionamento com o Pai.

A maior parte das pessoas justifica a sua negligência com a oração dizendo que não tem tempo. São homens e mulheres que afirmam estar ocupados demais para orar. Dizem que precisam acordar muito cedo e deitar muito tarde, e que por causa das tantas atividades não possuem tempo para se dedicarem à oração.  

Jesus também era uma pessoa extremamente ocupada. Constantemente as pessoas vinham procurá-Lo, desejando receber uma palavra de aconselhamento, o esclarecimento de uma dúvida, o ensinamento acerca do Reino de Deus ou uma ministração de cura. As pessoas não se perguntavam sobre a disponibilidade de Jesus. Elas não estavam preocupadas se Jesus precisava comer, dormir ou descansar. Elas queriam simplesmente obter a satisfação dos seus anseios. Contudo, apesar disso, Ele sempre encontrava tempo para se dedicar à oração. 

Por isso, você também, por causa do seu relacionamento com Deus, precisa separar algum período do seu dia para se dedicar à oração. Ainda que sejam muitas as suas atividades, que você acorde cedo e vá se deitar tarde, que você tenha várias horas do seu dia ocupadas com o seu estudo e trabalho, que aos seus olhos não exista tempo para se voltar para Deus em oração, você precisa se esforçar para separar um período do seu dia para orar. Além disso, essas muitas atividades e pressões são, na verdade, mais um motivo pelo qual você precisa parar para se dedicar à oração. Você está ocupado demais para deixar de orar! 

O Senhor Jesus, durante todo o Seu ministério, mostrou a importância da vida de oração. Ele não somente orava, mas também incentivava as pessoas a se dedicarem à oração. O exemplo de Jesus foi seguido pelos apóstolos, pelos primeiros cristãos e por muitos crentes durante toda a história da igreja. O quanto você ouvir sobre o relato de grandes milagres, maravilhosas e constantes manifestações do poder de Deus, curas tremendas, conversões em massa, cidades transformadas, você pode ter a certeza de que, por trás de todos esses acontecimentos, existe um crente ou um grupo de crentes que está se dedicando à oração. Deus decidiu agir, em muitas ocasiões, através da oração dos crentes. A igreja pode transformar o mundo; você pode transformar o mundo. O caminho? Uma vida de oração. 

Por Diego Cesar

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fechando os olhos para o mundo


Somos privilegiados por termos o amor de Deus em nosso favor. Desfrutamos da oportunidade de conquistar a vida eterna e, ainda neste século, gozar de privilégios que muitos sequer cogitam viver.

Mesmo assim, nossa geração perde-se em pensamentos distantes da vontade do Senhor. Por conta disso, muitas vezes findam pecando, que nada mais é do que uma forma de dizer a Deus que não precisam de Seu cuidado sobre eles.

O fato de Deus ser um Pai que ama Seus filhos incondicionalmente não é uma justificativa para que tentemos esgotar Sua infinita misericórdia. Sempre haverá o perdão de Deus sobre nós, contudo, nem sempre haverá oportunidades de requerer esse perdão através do arrependimento.

Jesus menciona que, caso seja necessário, é melhor entrarmos no Reino de Deus sem partes de nosso corpo do que irmos inteiros para o inferno. É o que pouco temos feito.

Para sermos filhos aperfeiçoados pelo amor de Deus, é necessário abrir mão de coisas que, antes, traziam prazer e contentamento para nosso corpo. Nosso espírito tem condições suficientes para suprir a “carência” que aquele prazer trará. Basta estar completamente submisso ao querer do Senhor para cada um de nós.

O que não pode mais ocorrer em nossas vidas é fazer vistas cegas para as coisas de Deus, enquanto que os olhos estão bem abertos para aquilo que o mundo oferece.

Que tal inverter a situação? É uma questão de coragem. Mas garante sua vida com Deus.

Por Diego Cesar

sábado, 24 de novembro de 2012

De pai para filhos


Será para os sacerdotes santificados, para os filhos de Zadoque, que cumpriram o seu dever e não andaram errados, quando os filhos de Israel se extraviaram, como fizeram os levitas. Será região especial dentro da região sagrada, lugar santíssimo, fazendo limites com a porção dos levitas. Ezequiel 48.11-12

Entre os homens de Deus, um personagem que destacou-se durante os tempos dos reis Davi e Salomão foi o sumo-sacerdote Zadoque. Filho de Aitube e da linhagem de Eleazar (filho de Arão), é mencionado na Bíblia pela primeira vez quando sai ao encontro de Davi, quando de sua proclamação como rei, na cidade de Hebrom (1 Crônicas 12.28). Foi talvez por causa disso que Zadoque foi nomeado chefe dos aronitas (1 Crônicas 27.17). Também foi encarregado da Arca da Aliança (2 Samuel 15.24).

Zadoque e seu colega Abiatar atuaram como sumo-sacerdotes em várias ocasiões importantes. Contudo, quando Adonias tentou apoderar-se do trono por ocasião da sucessão do trono de Israel, Abiatar juntou-se ao grupo conspirador, enquanto que Zadoque permaneceu fiel a Salomão, que expulsou Abiatar do sumo-sacerdócio. Assim, o povo hebreu passou a ter um único sumo-sacerdote (1 Reis 2.35).

Em Zadoque, o ministério sacerdotal recuperou a dignidade, com seus descendentes mantendo-se no posto de responsáveis pelo Templo até a queda de Jerusalém. Bem diferente do destino da descendência de Eli, que encerrou sua participação no sacerdócio com a expulsão de Abiatar, assim como profetizou por um homem de Deus (1 Samuel 2.27-36).  

O ministério deste homem foi tão especial diante de Deus que a sua descendência também é mencionada como a responsável pelos serviços no Templo da Cidade Santa, conforme o profeta Ezequiel descreve em seu livro: os filhos de Zadoque (Ezequiel 40.46).

Estes têm o privilégio de estarem mais próximos de Deus, já que realizam os principais sacrifícios. Outra característica marcante deles é o grau de consagração espiritual que possuem, dedicando suas vidas exclusivamente à adoração do Senhor, tendo mais crédito para fazer isso que os próprios levitas.

De Zadoque tiramos o exemplo de fidelidade. Não só às autoridades humanas, mas também ao Senhor, que requer de nós o melhor em nossos ministérios.

Por Diego Cesar

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mudança


Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, O tendes ouvido e nEle fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4.17-24

Desde o seu início, a igreja cristã tem dificuldades com alguns fiéis. Isso é tão verdade que o texto de Paulo, escrito há mais de 1950 anos, continua atual e aplicável ao nosso modo de viver enquanto discípulos de Cristo.

Através da leitura, percebemos o interesse que Deus tem em que construamos um relacionamento sólido com Ele. E a chave disto está na obediência a princípios em nosso modo de agir e pensar.

O apóstolo inicia sua exortação com um exemplo de vida que não deve ser seguido por nós: o de pessoas que estão afastadas do Senhor pela paixão do que há no mundo.

Aquele que conhece Deus por ouvir falar tem a própria mente como dona de suas atitudes. As necessidades pessoais é que impulsionam a fazer as coisas, cujo fim é a exaltação do próprio indivíduo. Ele é ignorante das coisas de Deus não apenas por falta de conhecimento, mas também por falta de vontade de conhecer.

Não são poucos os casos de cristãos que sentem-se atraídos por esse estilo de pensamento. Nem raros os episódios de membros da igreja que perderam-se longe dos caminhos do Senhor. Estas coisas resultam, principalmente, da falta de fé e do orgulho.

Falta de fé por achar que Deus não é capaz de suprir suas carências, por maiores que sejam. E orgulho por achar-se autossuficiente quanto às decisões de sua vida.

Para isto, a Bíblia nos ensina que devemos levar ao Senhor nossas petições (Filipenses 4.6-7) e que não é preciso ter orgulho em nosso coração (Tiago 4.10).

Paulo indica também que a maneira de viver do crente não pode assemelhar-se aos padrões mundanos. Não precisamos agir com a intenção de sermos aceitos por um grupo. Devemos ter um modo de vida que nos coloque diante do Senhor sem mácula alguma (2 Timóteo 2.15).

O velho homem representa tudo o que nos afasta da comunhão com Deus e dos efeitos dela em nossa vida. Se desejamos ser abençoados, é importante estarmos próximos do Pai, desejando cada vez mais Sua presença.

O Espírito Santo nos ajuda a fortalecer a amizade que temos com Deus, já que Ele próprio é Deus. Com isso, compreendemos que estamos em boas mãos; reconhecemos a existência de um Deus que nos ama como filhos legítimos.

Nossos pensamentos devem ser constantemente renovados para que a obra de Jesus seja completa em nossas vidas. Afinal, depende de nossas atitudes a condução da nova vida dada por Ele na cruz. Se continuarmos agindo como antes de nossa conversão, não poderemos afirmar que temos novidade de vida.

O novo homem simboliza o compromisso diário e consciente de relacionar-se com Deus. A partir daí, não devemos mais ser dirigidos por desejos da carne, mas vestirmos nossa nova natureza, caminharmos em uma nova direção e assumirmos a mente de Cristo (Romanos 12.2).

Não podemos mais buscar a Deus somente para satisfazer nossos interesses. Não são momentos que nos fazem cristãos, mas a vida inteira comprometida com as coisas do Alto.

Nossas atitudes devem refletir a nossa fé. Fé que é a certeza do amor de Deus por nós e de uma vida santa na Sua presença.

Por Diego Cesar