quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Jocum completa 50 anos de existência


O Jovens Com Uma Missão (Jocum), fundada por Loren e Darlene Cunningham, completa 50 anos de trabalho no mundo. Estão previstas comemorações também no Brasil, da missão que mobiliza jovens de todas as nações à obra missionária.

Tendo como lema: Ide e Pregai o Evangelho a toda criatura, a missão surgiu do desejo do casal de missionários Loren e Darlene em 1960. No Brasil a missão está desde o ano desde 1975, trazida por Jim e Pamela Stier, e conta hoje com 53 escritórios e Centro de Treinamento Missionário.

A celebração está com o tema ‘A chama segue adiante’ e passa por 42 lugares do mundo durante o ano de 2010. Países como Nova Zelândia, Austrália, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Índia, Nepal e Bangladesh, fazem parte da primeira jornada de visitas da equipe celebrando a data.

Cada visita será composta por cinco seminários específicos para missionários da Jocum. As viagens têm como intuitos agradecer a Deus e comemorar a data com todo grupo espalhado pelo mundo inteiro.

Além das jornadas em vários países, haverá, entre 29 de novembro e quatro de dezembro deste ano, o evento do Aniversário de 50 anos, a ser realizado em Kona, no Havaí.

Todas as visitas, palavras, seminários e informações podem ser encontradas no site www.jocum.org.br – ou no www.ywam50.com, página destinada à cobertura de todas as comemorações.

Fonte: www.creio.com.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Liberdade


O maior Doador de sangue


O maior doador de sangue que já houve foi Jesus.
Para doar, as pessoas vão aos hemocentros, hospitais particulares ou mesmo ao SUS.
Ele foi mesmo doar na cruz.
O procedimento para doação não passa de meia hora.
Para Ele durou umas seis horas.
A quantidade de sangue retirada não passa de 10% do total e em até quarenta e oito horas é recuperada.
O que foi extraído de Jesus é incalculável e bem superior.
Mas até que recuperou rápido: setenta e duas horas.
Nas doações, usa-se uma agulha descartável para recolher.
Em Jesus, três cravos e uma lança, fora o chicote preliminar.


Alguém estará inapto para doar se:
Tiver ingerido bebida acoólica nas últimas 24hs,
Estiver em jejum e não tiver dormido pelo menos 6hs nas últimas 24hs.
Não ter tido mais de dois parceiros íntimos nos últimos 3 meses...

E Jesus estava completamente embriagado do Espirito, passou a última noite acordado comendo só oração e teve nessa mesma noite, um parceiro de caráter e beijos questionáveis...
Mas o tal Pilatos que fez a triagem, não o recusou.

Quanto ao por que Ele foi levado a fazer isso... Bem, não sei se dá pra dizer.
Porque condenou a união espúria da Religião dominante com o Estado.
Acabou com o negócio lucrativo dos religiosos que era o de perdoar pecados.
Subverteu-se à polícia e a política do Templo.
Apresentou um Novo Reino de abominação ao opressivo poder romano.
Apresentou um Novo Reino do Messias Debochado, montado em jumento...
Porque foi traído, se deixou beijar e se deixou levar, mas especialmente,
porque amou o mundo.

Então, nós, que nem amamos o mundo tanto assim, nem fomos traídos, nem perdoamos pecados de graça, nem brigamos tanto pelo estado de opressão, de injustiças, de indignidades, do Estado como das religiões... Ora, tomemos vergonha na cara e ao menos façamos uma doaçãozinha de 8 ml de sangue por quilo útil de corpo.

Informações úteis:
www.saude.ac.gov.br/hemoacre
www.ameo.org.br

Porque só Jesus salva...

Corpo de Cristo

Sejamos cumpridores da Palavra!!!


Deus nos deixou grandes lições através da epístola de Tiago, cujo conteúdo traz um conjunto de provérbios cristãos que abrange vários assuntos, com muitos aspectos práticos da vida cristã.

Apesar de toda a carta ser de extrema importância, no dia de hoje, Deus quer tratar especificamente do conteúdo expresso no capítulo 1, versos 22 a 25:

“22. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
23. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;
24. Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.
25. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”
Em outras termos, Tiago nos ensina que os cristãos que ouvem a Palavra de Deus devem recebê-la com um espírito receptivo, aplicando-a em sua vida diária, e nos exorta a sermos mais do que ouvintes.
E por que tal ensinamento?

Ora, a resposta é obvia! O próprio Cristo disse: “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14.21). Em Lucas 11.28, Jesus também falou: “Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” Por seu turno, o Apóstolo Paulo trouxe idêntico ensinamento em Romanos 2.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.”

Portanto, não basta a freqüência nos cultos, não basta ouvir o ensinamento cristão sem realmente prestar-lhe atenção, porquanto agindo assim estaremos nos enganando a nós mesmos!

Assim, ao lermos a palavra ou ao ouvirmos uma pregação ou ainda ao participarmos de um estudo bíblico, devemos recebê-la com a intenção de praticá-la e de obedecê-la, porque “aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.” Ao descrever o crente que se limita a ouvir, Tiago quer dizer que tal tipo de cristão vê suas falhas que precisam ser corrigidas, mas não se incomoda e tampouco toma providências. Com isso, acaba por esquecê-las, agindo, assim, de forma inadequada, pois o conhecimento que temos de Deus e de sua santidade deve levar-nos também à santidade.

Por sua vez, “o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer.” Como se nota, o segundo tipo de ouvinte é o praticante, aquele que de fato vive a Palavra, observando “atentamente a lei”, debruçando-se sobre ela, estudando-a, meditando nela e colocando-a em prática. Para esse ouvinte há uma promessa: “será feliz naquilo que fizer”. Terá o favor de Deus enquanto pratica/obedece o que ouviu/aprendeu!!

Assim, fica claro que o mero ouvir a Palavra não leva a nenhum resultado permanente ou prático na vida do ouvinte, “porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos.” (Romanos 2.13)

Finalmente, Deus nos indaga: será que nos temos sido cumpridores da Palavra guardando os mandamentos que
Cristo nos deixou? Será que esse cumprimento tem se dado integralmente ou em parte?

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” Salmos 119.11

Autor: Rodrigo Aiache

Fonte: www.milagredasalvacao.blogspot.com

domingo, 5 de setembro de 2010

Como NÃO orar

Você é um evangélico supersticioso?


Ser um evangélico supersticioso é estar fadado a uma vida cristã neurótica e frustrada. Além disso, é uma tremenda contradição, porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa. E não poderia ser diferente, já que a Bíblia é frontalmente contra todo tipo de supersticiosidade. Mesmo assim, o que mais existe hoje são evangélicos supersticiosos.

Ao lermos a história da Igreja, vemos que quando ocorreu a Reforma Protestante no século 16, uma das grandes bandeiras dos reformadores era o fim do misticismo medieval e da supersticiosidade religiosa. O protestantismo foi um dos grandes promotores do fim da superstição da Idade Média, que havia sido implantado por um catolicismo cada vez mais decadente. É só reexaminarmos a História e veremos que, antes da Reforma, o mundo medieval era cheio de fantasmas, duendes, gnomos, demônios, anjos e santos. O povo era ignorante, extremamente supersticioso e não tinha acesso à leitura. A própria Igreja Católica Romana alimentava e explorava isso. Foram os evangélicos que combateram tudo isso, inclusive apoiados por intelectuais da época. Infelizmente, porém, há muitos grupos hoje que se dizem evangélicos, mas que parecem querer reeditar esse período negro da História.

Exemplos de superstição evangélica hoje

Nos últimos anos, têm surgido modismos que claramente chocam-se com as Sagradas Escrituras e significam um retrocesso na luta protestante. Muitos grupos que se dizem protestantes pregam e praticam coisas que envergonham o protestantismo.

Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “Tá amarrado!” de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para “tirar um versículo” que funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir “empacotado” para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial.

Exemplos do segundo tipo são superstições que são exatamente uma volta à teologia romanista da Idade Média. Se não, vejamos: Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d'água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? E o que dizer do uso indiscriminado do óleo da unção? E da angelolatria? E do modismo da batalha espiritual, interpretada de forma diferente do que diz a Bíblia?

No caso da teologia da maldição hereditária, ela declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que, depois de salvo por Jesus, o cristão deve desenterrar o seu passado e o de seus familiares para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram seus antepassados e que ainda repousariam sobre ele, se não a libertação não será completa. Além de não ter base bíblica (2Co 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes.

Textos como o de Êxodo 20.5-6 não falam da extensão do juízo divino, mas da sua duração sempre que houver necessidade. Em outras palavras, sempre que houver necessidade de juízo, haverá juízo. Os justos que são filhos de pais ímpios não pagam pelo pecado dos pais (Rm 8.1). A responsabilidade é pessoal (Ez 18.19-20 – para ficar ainda mais claro, o ideal é ler todo o capítulo).

O uso indiscriminado do óleo da unção é antibíblico. A única aplicação possível hoje está clarificada em Tiago 5.14. No tempo do Antigo Testamento, o óleo tinha outras aplicações, mas, no Novo Testamento, seu uso nas atividades religiosas da Igreja passa a ser muito específico. O texto bíblico é claro: (1) deve-se ungir apenas as pessoas que estão enfermas, (2) esta unção com óleo deve ser feita em nome do Senhor, (3) deve ser efetuada apenas pelos obreiros da igreja (4) e acompanhada de oração pela cura (Tg 5.14,15). Outro detalhe: não há nenhuma orientação bíblica para que a unção seja feita exatamente sobre o lugar da enfermidade. Basta ungir o enfermo (Tg 5.14). A unção com qualquer outro propósito não é válida. Ou seja, ungir territórios, carros, casas, endemoninhado, etc, é absolutamente antibíblico.

No Velho Testamento, eram atividades comuns a unção com óleo sobre pessoas por outros objetivos que não a cura (consagração de reis, por exemplo) e a unção sobre objetos. Porém, não há nenhuma passagem do Novo Testamento que justifique o uso desses tipos de unção nos dias de hoje. Portanto, qualquer pessoa que se arvora a ungir as pessoas sem se enquadrar com o ensino bíblico do Novo Testamento está errada.

Angelolatria

A angelolatria é culto a anjos, e isso é heresia (Cl 2.4,18-19; Ap 22.8-9). Porém, nos últimos anos, o culto aos anjos se infiltrou fortemente na cultura popular e depois nas igrejas. Isso se deve, obviamente, à forte onda do movimento Nova Era, que se ergueu no final do século 20.

Em 1993, quando os ensinos novaerenses estavam em alta, a revista Newsweek chegou a colocar em destaque em uma de suas edições uma matéria intitulada: “Anjos estão aparecendo em todos os lugares da América”. Essa matéria foi um marco da angelomania que tomava conta dos Estados Unidos na época. Na reportagem, pessoas de todas as partes do país garantiam ver constantemente anjos, conversar com eles e até pô-los em contato com outras pessoas. Era o auge da febre dos anjos.

Com essa onda, a Nova Era passou a popularizar a concepção de que a idéia do Deus cristão estava falida. Para eles, o Deus dos cristãos era duro e antipático, enquanto os anjos eram dóceis e simpáticos. Assim, as pessoas passaram a conversar com seus “anjos da guarda”, a dirigir-lhes lacrimosas orações e a atribuir qualquer sucesso na vida a esses seres, e não mais à misericórdia divina.

A escritora norte-americana Sophy Burnham, adepta da Nova Era, foi uma das fomentadores dessa substituição de Deus pelos anjos na mente das pessoas. Em seu livro A book of angels, ela diz que a corrente popularidade dos anjos se deve ao fato de “termos criado este conceito de Deus como punitivo, judicioso e ciumento, enquanto os anjos nunca o são. Eles são completamente compassivos.” Em entrevista à revista Time nos anos 90, Burnham afirmou ainda que “para aqueles que se sentem sufocados facilmente por Deus e suas regras, os anjos são a concessão fácil, a ausência de julgamento; são todos fofos e suspiros. E estão disponíveis a todos, como aspirina”.

Batalha espiritual

Essa febre, infelizmente, acabou atingindo também as igrejas. O escritor evangélico Ron Rhodes acredita que os primeiros indícios da angelomania no meio evangélico surgiram após o sucesso, nos anos 70, do livro Anjos: agentes secretos de Deus, de Billy Granham. Não que o livro do famoso evangelista trouxesse heresias em seu bojo, mas, nas palavras de Rhodes, “muitos receberam um impactante direcionamento para esse fascinante assunto pela leitura do livro de Granham”.

Segundo Rhodes, um dos mais fortes incentivadores da moda dos anjos no meio cristão foi, na verdade, o mega best-seller de ficção Este mundo tenebroso, de Frank Peretti. Basta lembrar a exacerbação em torno do tema batalha espiritual após o sucesso do livro. Seminários e mais seminários eram feitos sobre o assunto, e muitos deles foram os grandes criadores de modismos e conceitos absurdos sobre a vida cristã e o mundo espiritual.

Especialmente no meio pentecostal, os anjos passaram a ganhar uma notoriedade que nunca deveriam ter. A doutrina bíblica sobre os anjos, que é esposada pelas igrejas pentecostais tradicionais, como a Assembléia de Deus, é veementemente contra essa relevância bizarra que se tem dado aos seres angelicais. No entanto, influenciados por novas igrejas (que por ainda não terem se cristalizado convivem, na sua maioria, com uma teologia inexata, sempre a caminho), muitos crentes acabam tornando-se angelomaníacos. São aqueles que vêem anjos a todo instante e não fazem nada sem a orientação angelical. Muitos afirmam ter audiências diárias com os arcanjos Gabriel ou Miguel!

A exacerbação da idéia de batalha espiritual é um dos modismos neopentecostais que promoveram os anjos a uma posição acima do normal. Esse modismo vê demônios e anjos em tudo. Se a água está muito quente, é demônio; se está muito fria, demônio. Se o vento soprou forte pela janela, são seres celestiais. Arrepiou-se? Tem “capiroto” na área!

Além de ver agentes espirituais do bem e do mal em tudo, esse modismo também levou as pessoas a crer em um mundo espiritual que pode ser manipulado ao bel prazer do crente. Esquece-se da soberania de Deus e valoriza-se demais os seres criados. Essa distorção teológica é na verdade um retrocesso, pois lança as igrejas de volta à teologia medieval anterior à Reforma Protestante.

Como já afirmamos, a Reforma Protestante combateu a superstição da Idade Média, implementado por um catolicismo cada vez mais decadente. O mundo medieval, cheio de entidades, fantasmas, demônios, anjos e santos, era mentalmente carregado. Nesse mundo, Cristo era fraco, os demônios eram fortes e os anjos e santos importantes. Veio, então, a Reforma e centralizou tudo na cruz de Cristo, que representa a vitória para todo o que crê e serve a Deus. Porém, infelizmente, muitos parecem querer reeditar esse hostil mundo cósmico através de uma má interpretação do tema batalha espiritual.

O perfil dos angelólatras

O apóstolo Paulo, ao advertir os cristãos em Colossos sobre os falsos ensinamentos, definiu bem o perfil dos angelólatras: “E digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas (...) Ninguém vos domine a seu belprazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus”, Cl 2.4,18-19.

Paulo afirma no texto supracitado que os falsos mestres ensinavam a necessidade de reverenciar e adorar os anjos, pois, segundo eles, os seres angelicais funcionariam como uma espécie de mediadores na comunhão do crente com Deus. O apóstolo rebate veementemente isso, lembrando que invocar anjos é fazer com que estes tomem o lugar de Jesus, que é o único mediador entre Deus e os homens e, por isso, a única e suficiente cabeça da Igreja (v19).

Paulo também destaca que esses falsos mestres posam de humildes e santos, por causa dessa conversa de anjos, quando, muito pelo contrário, encontram-se “inchados na sua carnal compreensão”. Ainda hoje, os angelólatras se apresentam como pessoas avivadas, espirituais, santas, humildes, mas na verdade estão, como afirmou o apóstolo, embriagados por uma compreensão carnal.

Essa história de ver e conversar com anjos todo dia e o dia todo, se prostrar diante deles, ter audiências com arcanjos, ser secretariado por “Gabriel” ou “Miguel” e outras coisas do tipo não passa de uma grande tolice e blasfêmia. Sim, blasfêmia, porque valorizar mais a presença de anjos do que a do próprio Deus, se prostrar diante da criatura e não do Criador, e não poucas vezes atribuir curas, milagres e libertações não a Deus, mas às criaturas angelicais, é deixar de adorar a Deus e colocar os anjos no centro do culto.

A coisa está tão cimentada que, em muitas reuniões, lembrar que Deus está presente no ambiente de adoração não tem mais o menor significado, enquanto um simples “Há um anjo passeando neste recinto” é o suficiente para que o povo se arrepie, chore e celebre. O reflexo também se vê nos hinos, onde quem cura, batiza no Espírito Santo e transforma vidas não é mais Deus, mas os anjos. “Quer ser curado? Receba o toque do anjo! Quer ser batizado? Deixa o anjo te tocar! Quer ser transformado? Dê lugar ao anjo de Deus na sua vida!” Isso é abominável.

Razões de tanta superstição nas igrejas

A existência de casos de superstição entre evangélicos é resultante da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra, raramente existe isso.

O resultado de tanta superstição nas igrejas é uma quantidade cada vez mais crescente de crentes neuróticos e/ou frustrados espiritualmente. O espaço não permite, mas em meu livro “Como vencer a frustração espiritual” (CPAD) detenho-me com mais vagar nesse assunto em alguns capítulos. Há muitas referências históricas e bíblicas também, inclusive sobre a questão dos anjos.

A Bíblia condena a supersticiosidade

A Bíblia, diferentemente de muitas obras religiosas do mundo, não é baseada em superstições, mas é a Palavra de Deus (2Tm 3.16-17).

A Arqueologia tem mostrado dia após dia a veracidade da narrativa bíblica, mostrando que tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos não são depositários de mitos. O Evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos. Ele é baseado no testemunho ocular de vários homens, como enfatiza o apóstolo Pedro: “Porque não nos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16).

Além disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como a supersticiosidade. As fábulas, crendices e os falsos ensinos são combatidos nas Sagradas Escrituras (2Tm 4.1-4). A expressão grega traduzida por fábula nesse texto de 2 Timóteo e em 1 Pedro é mythos. Ela é usada para descrever uma narrativa que, além de fictícia, é enganosa, sendo geralmente elaborada por um mestre falso com o objetivo de iludir.

Em 1 Timóteo 1.4, Paulo exorta seu filho na fé para que “não se dê a fábulas”, neste caso uma referência às lendas forçosamente relacionadas a narrativas do Antigo Testamento. Elas aparecem descritas pelo mesmo apóstolo em Tito 1.14 como “fábulas judaicas.

Paulo ainda chega a ironizar a superstição judaica, chamando tais crenças sem fundamento de “fábulas profanas e de velhas” (1Tm 4.7). O apóstolo estava querendo dizer a Timóteo que, por não terem base bíblica, por serem simplesmente invenções humanas, criações que se tornaram populares para enganar o povo, eram ímpias, só servindo mesmo para entreter as conversas de velhinhas caducas.

Já no caso do texto de 2 Pedro 1.16, a referência é às histórias fabulosas, crenças e superstições criadas pelos primeiros mestres gnósticos, que para difundi-las se utilizaram da divulgação de evangelhos apócrifos por eles mesmos escritos. Enfim, a Bíblia é enfática contra a superstição. Portanto, fujamos de todo tipo de superstição. Que a nossa fé seja absolutamente bíblica!

Autor: Silas Daniel

Fonte: www.elnet.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Distinguindo as religiões falsas e a verdadeira


Existem muitas pessoas pregando ensinos exóticos por aí, como se a única verdade estivesse em suas mãos. Cada ano surgem muitas novas religiões, que estão deixando muitas pessoas confusas acerca de Deus e da verdadeira religião. É necessário ficar informado para não ser enganado.

Se acreditamos que existe a falsa e a verdadeira religião, logo, nem todas podem estar certas ao mesmo tempo. Entre os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo no mundo, há uma maravilhosa unidade nas coisas básicas da fé. As seitas religiosas, embora sejam muitas, também possuem características comuns. Entre os fatores básicos que podem caracterizar uma seita herética, destacaremos três.

A ambição financeira

Os líderes das falsas religiões sempre querem mais bens, possuem amor não às pessoas, mas ao dinheiro, "que é a raiz de todos os males"(1 Tm 6:10). Utilizam a religião para retirar dinheiro dos fiéis, ou até mesmo tomar suas posses. Veja o que Deus diz deles em Mt 23:14 e 2 Pe 2:3. Há aqueles que até prometem prosperidade rápida como recompensa divina aos seus seguidores.

Em Jeremias 45:5 está escrito: "E procuras tu grandezas? Não as procures"; mas a pessoas que possuem fé falsa têm um grande desejo de poder. Usando o nome de Deus, elas estão construindo o seu próprio império. O verdadeiro crente sabe de quem é todo poder (Mt 28:18). Mas o falso profeta, o falso guia normalmente é ávido por poder. Este poder pode ser de natureza:

1. Social
O seu desejo é dominar sobre os outros, Ter milhares de seguidores e pessoas que obedeçam às suas ordens. A religião é apenas uma arma ou um meio de obter este poder social.

2. Sexual
Com rótulo de "liberdade", apregoam a libertinagem sexual bem como a promiscuidade, prometendo a satisfação sexual de forma ilimitada e sem culpa. A Bíblia diz que tal ensinamento vem do inferno (2Pe 2:10; 14, 18, 19; Jd 17, 18; Jo 8:34).

3. Espiritual
Dizem ser iguais ou maiores que Cristo, que são os verdadeiros porta-vozes de Deus nos dias de hoje e, por isso mesmo, chegam a dizer que são superiores aos de Cristo, pois vem depois dos dele. Prometem altas posições eclesiásticas aos seus seguidores e até o direito de ficar ao lado de Deus, no céu. Ao contrario do que a Bíblia ensina (Jó 7:17, 18), são orgulhosos, arrogantes e egoístas.

A negação das verdades bíblicas

Outra característica forte da falsa religião é a negação daquilo que a Bíblia diz ser certo ou errado. No Cristianismo bíblico, a verdade é permanece sempre a mesma, assim como os princípios de vida que também são imutáveis. Mas as falsas religiões ensinam que a verdade está sempre mudando, que ela pode evoluir e, por isso mesmo, à medida que o homem se "desenvolve", aquilo que no passado era errado, hoje pode não ser mais. Todas as seitas negam pelo menos uma destas verdades fundamentais da fé cristã:

1. Autoridade única e absoluta da Bíblia
A Bíblia não é para eles a única fonte de autoridade. Colocam-se outros livros ou pessoas no mesmo nível de autoridade da Bíblia ou até acima dela (ver 2Tm 3:16; 2Pe 1:20,21).

2. A humanidade e divindade de Jesus
Para alguns, Jesus foi apenas um grande homem, um líder religioso, um modelo de vida exemplar ou até mesmo um grande profeta; mas não aquilo que a Bíblia ensina: o Filho de Deus, o Salvador dos Homens e Senhor do Mundo – o Deus encarnado que morreu por nossos pecados, mas que ressuscitou para nossa salvação (Rm 4:25).

3. Muitas outras doutrinas
Tais como a existência de um único Deus, a realidade da Trindade (três pessoas, mas um só Deus) , o fato do Espirito Santo ser uma Pessoa, o fato do homem ser pecador, a salvação pela fé em Jesus, a necessidade de se viver uma vida santa, são verdades rejeitadas e negadas nas falsas religiões.

Se realmente quisermos ser discípulos de Jesus temos que fazer o que Ele nos diz (Jó 8:31, 32; 14:15, 21, 23; 15:10).

Todos discípulos de Jesus deve sempre fazer esta pergunta: "Este ensino me faz odiar o pecado e amar mais ao Senhor?" Pois qualquer religião que não seja centralizada no Senhor Jesus e nos Seus ensinos é uma religião falsa, por mais bonita que apresente (Jó 8:24; 10:25-28; 14:6). A verdadeira fé nos afasta cada vez mais do pecado e nos aproxima do Senhor Jesus Cristo, mas também, nos enche de amor aos verdadeiros discípulos de Jesus, apesar de, às vezes termos opiniões diferentes (Jó 17:20-26). A falsa religião procura dividir o povo de Deus entre si (Rm 16:17,18).

Fonte: www.oapocalipse.com

Processo da santificação


Há evangélicos que, infelizmente, criaram um conceito de graça dentro do qual não cabe a doutrina da santificação. Tudo o que enfatizam é o amor perdoador de Deus. Não fazem menção do seu amor transformador. Falam de um Deus que no livra da culpa do pecado, mas não da escravidão do pecado. A promessa do Evangelho, porém, envolve ambas as bençãos: "dos seus pecados não mais me lembrarei, e lhe darei um coração novo".

Foge à minha compreensão, como um pessoa pode dar-se por satisfeita por Cristo ter morrido pelos pecados dela, mas não se indignar com a presença em sua vida do pecado que levou Cristo à cruz. Ora, meu problema não é apenas o da culpa da qual quero me curar, mas de uma servidão da qual quero me libertar. Não devemos nunca nos deixar viciar por um perdão que nos conduz a sermos malvados porque Deus é gracioso.
O que é a santificação? Vamos às afirmações básicas:

1. Santificação é processual. A regeneração, justificação e adoção são instantâneas. A santificação resulta da operação diária do Espírito Santo na vida do convertido, mediante a qual sua vida dia após dia é tornada semelhante a Cristo.

2. Santificação resulta de trabalho duro. Quem quer ser santo deve separar tempo para isso. Nenhuma passagem bíblica nos estimula esperarmos pela experiência da benção da santificação, mas fazermos o que estiver ao nosso alcance -pela graça divina- para que Cristo seja formado no nosso ser. Ninguém é tornado santo sem disciplina de vida de oração, leitura das Escrituras, comunhão com a igreja.

3. Santificação tem Cristo como referência. Ser santo é ser tornado parecido com Cristo. Não é ser batista, presbiteriano, pentecostal, evangélico, católico. É ser como Cristo. Um Cristo que não cabe em nenhuma tradição de espiritualidade.

4. Santificação é aprender a amar. Nada é mais importante do que isso. É ser doce e desejar a Deus.

5. Santificação é obra a ser consumada no céu. Aqui na terra vem sempre acompanhada de muita imperfeição. Por isso, quem anda pela senda da santificação é humilde de espírito, chora pelo seu pecado, é manso e tem fome e sede de justiça.

6. Santificação é obra que tanto conduz à ética privada, quanto produz espírito público. É impossível dissociar, por exemplo, o bom pai e membro de igreja do bom cidadão. Como essa pessoa pode amar sua família, querer o bem da sua igreja e menosprezar a dor do que é explorado, vive na miséria e tem seus direitos violados todos os dias?
Sem santificação ninguém verá a Deus. O tema é sério. A maior evidência de novo nascimento é a presença de um coração santo que produz hábitos santos. A graça que garante a regeneração do coração e consequente implantação de um princípio novo de vida, inevitavelmente levará ao que dela foi objeto à prática do cristianismo. Praticar a verdade é a principal parte do cristianismo. Pelo fruto se conhece árvore.

Autor: Antônio Carlos Costa

Fonte: www.escrituraemfoco.blogspot.com